O DNA revela aquilo que a organização incorporou pela Gestão da Excelência para transformar qualidade em valor com consciência, consistência e sustentabilidade
Por: Ronaldo José Damaceno | Identidade da Excelência
O reconhecimento aparece em um dia, mas o DNA, é construído todos os dias
Uma organização sobe ao palco para receber um reconhecimento. As pessoas aplaudem, as lideranças celebram, as equipes compartilham a conquista e o mercado passa a enxergar aquela instituição como uma referência. Naquele momento, o troféu torna visível um resultado.
Entretanto, a história daquela conquista começou muito antes.
Ela começou quando alguém decidiu que a qualidade deveria orientar as escolhas. Cresceu quando a liderança traduziu essa decisão em direção. Ganhou estrutura quando processos, responsabilidades e riscos foram organizados. Tornou-se visível quando indicadores e evidências passaram a orientar decisões. Amadureceu quando os resultados produziram aprendizado. Tornou-se cultura quando comportamentos capazes de gerar valor foram repetidos com coerência.
O reconhecimento aconteceu em uma data. A capacidade que o tornou possível foi incorporada ao longo do tempo.
Essa reflexão foi aprofundada no artigo Melhores em Gestão 2026: o que gera reconhecimento?, que mostrou como maturidade, desempenho, evidências e consistência sustentam a percepção pública da excelência.
Agora podemos avançar para uma pergunta ainda mais profunda: Qual é o DNA das organizações com Gestão da Excelência?
A resposta vai além de ferramentas, certificações ou projetos. O DNA está naquilo que a organização aprendeu, incorporou e passou a manifestar de forma coerente. Ele reúne valores, conhecimentos, comportamentos, experiências e princípios que orientam como as pessoas percebem, escolhem, decidem, trabalham, aprendem e geram valor.
Organizações com Gestão da Excelência possuem diferenças de porte, setor, tecnologia, história e estratégia. Ainda assim, compartilham uma capacidade essencial: transformar qualidade em valor consciente, consistente e sustentável.
O que significa DNA organizacional?
Na biologia, o DNA guarda as informações que orientam o desenvolvimento e o funcionamento de um organismo. Na gestão, a metáfora ajuda a compreender a essência que orienta a maneira de uma organização pensar e agir.
O DNA organizacional representa a combinação de elementos incorporados ao longo da trajetória:
- valores que orientam escolhas;
- conhecimentos que qualificam decisões;
- comportamentos que dão vida aos princípios;
- experiências que geram aprendizado;
- critérios que preservam a coerência;
- capacidades que permitem entregar resultados;
- relações que constroem confiança;
- práticas que sustentam a geração de valor.
Esse DNA aparece no cotidiano. Pode ser percebido na forma como uma liderança reage diante de um resultado abaixo da meta, como uma equipe comunica um risco, como as áreas tratam uma interface, como a organização escuta um cliente, como uma falha se transforma em aprendizado e como uma decisão considera seus impactos ao longo da cadeia de valor.
Documentos apresentam intenções. O DNA se revela nas escolhas repetidas.
Uma organização pode declarar que valoriza pessoas. Seu DNA aparece na maneira como desenvolve competências, oferece condições, acolhe contribuições e responde aos erros. Pode afirmar que prioriza o cliente. Essa prioridade se manifesta quando processos, recursos, indicadores e decisões convergem para o benefício que o cliente precisa perceber.
O DNA é a essência em movimento. A Identidade da Excelência é a expressão consciente, integrada e reconhecível dessa essência.
DNA, identidade e reconhecimento
DNA, identidade e reconhecimento representam dimensões conectadas da evolução organizacional.
O DNA reúne aquilo que foi incorporado: valores, conhecimentos, comportamentos, experiências e princípios.
A identidade organiza a expressão dessa essência na forma como a organização pensa, lidera, estrutura, mede, decide e aprende.
O reconhecimento surge quando clientes, profissionais, parceiros, avaliadores e sociedade percebem valor, consistência e confiança nessa expressão.
Esse movimento pode ser representado assim:
Essência incorporada → Capacidade manifestada → Valor percebido → Reconhecimento
O reconhecimento, portanto, funciona como uma consequência daquilo que a organização aprendeu a realizar com consistência. Rankings, premiações, acreditações, certificações e reputação tornam visíveis diferentes evidências dessa capacidade.
Por trás delas existe uma construção interna. Pessoas desenvolveram competências. Processos ganharam confiabilidade. Lideranças fizeram escolhas. Sistemas organizaram padrões. Indicadores revelaram resultados. Análises críticas transformaram dados em conhecimento. Melhorias foram incorporadas à rotina.
O reconhecimento apresenta o efeito. O DNA ajuda a compreender sua origem.
O DNA da Gestão da Excelência
A Gestão da Excelência é a capacidade de interpretar evidências, integrar pessoas, processos e recursos, orientar decisões e conduzir a transformação da qualidade em valor consciente, consistente e sustentável.
Essa capacidade se forma quando seis dimensões da Identidade da Excelência atuam em integração:
Mentalidade → Liderança → Sistema → Desempenho → Gestão → Cultura
Cada dimensão contribui com uma parte do código organizacional. A Mentalidade define o valor desejado. A Liderança mobiliza o compromisso. O Sistema estrutura a qualidade. O Desempenho produz evidências. A Gestão transforma evidências em evolução. A Cultura sustenta aquilo que merece permanecer.
O DNA das organizações com Gestão da Excelência pode ser sintetizado em seis características:
- consciência do valor que desejam gerar;
- liderança coerente capaz de mobilizar pessoas;
- processos e sistemas integrados à cadeia de valor;
- decisões orientadas por evidências;
- aprendizado transformado em sustentabilidade;
- cultura que incorpora comportamentos capazes de gerar valor.
Essas características formam uma arquitetura. Sua força surge da conexão entre elas.
Primeiro gene: consciência do valor
Toda organização realiza atividades, disponibiliza entregas e alcança resultados. A Gestão da Excelência acrescenta uma pergunta: que benefício relevante esses resultados produzem para as pessoas?
A consciência do valor funciona como o primeiro gene porque orienta os demais. Antes de estruturar um processo, definir um indicador ou aprovar um investimento, a organização precisa compreender o que deseja transformar e para quem essa transformação importa.
Na Mentalidade da Excelência, esse movimento segue a cadeia:
Valor desejado → Consciência → Pensamento → Escolhas → Atitudes → Comportamentos → Valor percebido
O valor desejado oferece direção. A consciência amplia a percepção sobre necessidades, impactos e possibilidades. O pensamento interpreta a realidade. As escolhas estabelecem prioridades. As atitudes colocam a intenção em movimento. Os comportamentos repetidos produzem experiências. O valor percebido mostra como essa construção chegou às pessoas.
Em uma organização de saúde, por exemplo, o exame entregue representa uma saída do processo. A confiabilidade do resultado, sua disponibilidade no momento da decisão clínica e sua contribuição para a conduta expressam valor. Uma alta hospitalar encerra uma etapa assistencial. A compreensão das orientações, a segurança medicamentosa e a continuidade do cuidado ampliam o valor produzido.
A organização com Gestão da Excelência aprende a olhar para além da atividade. Ela conecta esforço, entrega, resultado, impacto e percepção.
Atividade → Entrega → Resultado → Impacto → Valor
Seu DNA começa pela consciência de que qualidade ganha significado quando chega às pessoas como benefício relevante.
Segundo gene: liderança coerente e mobilizadora
A consciência organizacional precisa encontrar liderança para se transformar em movimento coletivo.
Uma direção estratégica pode estar bem formulada e ainda permanecer distante do cotidiano. A Liderança da Excelência aproxima intenção e prática ao traduzir o valor desejado em missão, comunicação, influência, alinhamento, engajamento e compromisso coletivo.
Sua cadeia é:
Consciência do valor → Missão → Comunicação → Influência → Alinhamento → Engajamento → Compromisso coletivo
Líderes coerentes ajudam as pessoas a compreenderem por que uma prioridade importa, como cada atividade participa do resultado e de que maneira as escolhas individuais afetam toda a cadeia. Eles fortalecem critérios, oferecem contexto e criam confiança para que as equipes contribuam.
Essa liderança aparece especialmente nos momentos de pressão. Quando uma meta fica abaixo do esperado, a liderança pode estimular investigação e aprendizado. Quando áreas possuem prioridades concorrentes, pode recuperar o valor comum. Quando surge um risco, pode favorecer transparência, responsabilidade e ação coordenada.
A influência nasce da coerência entre aquilo que a liderança comunica, escolhe, reconhece e pratica.
Organizações com Gestão da Excelência possuem líderes que fazem o valor circular pela comunicação e pelas decisões. O compromisso coletivo deixa de depender apenas de ordens e passa a crescer a partir de significado, participação e confiança.
Terceiro gene: sistema que transforma qualidade em estrutura
A liderança mobiliza pessoas. O sistema cria condições para que a intenção se transforme em execução confiável.
O Sistema da Excelência organiza a qualidade por meio da seguinte cadeia:
Qualidade como estrutura → Processos mapeados → Padrões → Riscos → Indicadores → Auditorias → Melhoria contínua
Processos mapeados tornam visíveis atividades, responsabilidades, entradas, saídas e interfaces. Padrões preservam conhecimento e reduzem variações indesejadas. A gestão de riscos antecipa vulnerabilidades. Indicadores acompanham desempenho. Auditorias comparam critérios e práticas. A melhoria contínua transforma evidências em evolução.
O sistema também conecta áreas. Cada processo precisa compreender o que recebe, o que transforma, o que entrega e como sua saída afeta a etapa seguinte.
Essa integração foi aprofundada no artigo Como integrar a cadeia de valor na saúde?. A organização trabalha por áreas, enquanto o paciente vive uma única jornada. A qualidade de cada área constrói competência; a qualidade das interfaces transforma competência em valor.
O DNA da Gestão da Excelência aparece quando processos deixam de funcionar como ilhas e passam a compor uma rede de geração de valor.
O sistema oferece continuidade ao que a liderança estimula. Ele preserva critérios, distribui responsabilidades, estrutura informações e cria condições para que boas práticas atravessem pessoas, turnos, unidades e períodos de mudança.
Quarto gene: evidências transformadas em decisões
Organizações maduras medem resultados. Organizações com Gestão da Excelência aprendem a interpretar o que esses resultados significam e a decidir a partir deles.
O Desempenho da Excelência segue a cadeia:
Dados → Indicadores → Análise crítica → Conhecimento → Decisões → Plano de melhoria → Valor → Excelência
Dados registram acontecimentos. Indicadores organizam a observação. A análise crítica relaciona resultados, contexto, causas, riscos e tendências. O conhecimento amplia a compreensão. Decisões estabelecem prioridades. Planos de melhoria convertem escolhas em responsabilidades, recursos e prazos. O valor mostra o impacto produzido.
O gene da evidência aparece quando indicadores participam das conversas estratégicas e operacionais. Uma meta passa a representar um compromisso com determinado valor. Uma variação desperta investigação. Um referencial comparativo amplia a perspectiva. Uma reclamação acrescenta a voz do cliente. Uma auditoria oferece uma oportunidade de aprendizagem.
Essa forma de decidir aproxima desempenho e maturidade. O artigo Melhores em Gestão 2026: o que gera reconhecimento? mostrou que evidências verificadas, indicadores acompanhados, práticas integradas e fundamentos aplicados ajudam a demonstrar a consistência da gestão.
Em organizações com Gestão da Excelência, evidências cumprem uma função maior do que comprovar. Elas ajudam a compreender, escolher, aprender e evoluir.
Quinto gene: gestão que transforma execução em aprendizado
A gestão conecta direção, execução e evolução.
Sua cadeia na Identidade da Excelência é:
Planejamento → Execução → Monitoramento → Ajuste → Aprendizado → Sustentabilidade
Planejar significa escolher onde concentrar recursos e capacidades. Executar transforma intenção em prática. Monitorar acompanha a trajetória. Ajustar responde às evidências. Aprender incorpora aquilo que a experiência ensinou. Sustentar preserva a capacidade de continuar gerando valor.
Esse gene diferencia uma sequência de ações de uma verdadeira jornada de transformação. Projetos podem gerar resultados importantes. A Gestão da Excelência procura compreender como esses resultados serão repetidos, ampliados e protegidos ao longo do tempo.
O aprendizado precisa atravessar o ciclo completo. Uma melhoria bem-sucedida pode originar um novo padrão. Um risco identificado pode fortalecer uma barreira. Uma experiência do cliente pode transformar uma interface. Uma análise crítica pode alterar uma prioridade. Uma competência desenvolvida pode ampliar a autonomia da equipe.
O artigo O que faz a Gestão da Excelência? mostrou que sua função está em interpretar evidências, integrar capacidades e orientar decisões para transformar qualidade em valor.
O DNA organizacional amadurece quando aprender deixa de ser apenas acumular conhecimento e passa a significar modificar a forma de agir.
Sexto gene: cultura que faz o valor permanecer
A Cultura da Excelência sustenta aquilo que a organização aprendeu a repetir.
Sua cadeia é:
Exemplos → Repetição de comportamentos → Confiança → Pertencimento → Identidade → Legado
Os exemplos mostram o que realmente recebe importância. A repetição transforma escolhas em padrões de comportamento. A coerência gera confiança. A confiança fortalece o pertencimento. O pertencimento ajuda as pessoas a reconhecerem uma forma compartilhada de atuar. A identidade torna essa forma perceptível. O legado preserva o valor ao longo do tempo.
A cultura aparece em pequenos acontecimentos: como uma equipe inicia uma reunião, como um gestor reage a uma notícia difícil, como uma área recebe a solicitação de outra, como um profissional registra uma ocorrência, como uma liderança reconhece uma contribuição e como a organização responde à voz do cliente.
Essas repetições formam o ambiente em que as pessoas trabalham e decidem.
Uma organização com Gestão da Excelência transforma comportamentos capazes de gerar valor em referências coletivas. A qualidade deixa de depender apenas da vigilância. A cooperação passa a fazer parte das relações. A análise de resultados torna-se prática recorrente. A melhoria encontra espaço na rotina. A responsabilidade pelo valor ultrapassa as fronteiras das funções.
Quando esse estágio é alcançado, a excelência começa a fazer parte da identidade organizacional.
A integração é o código que conecta os genes
Os seis genes ganham força quando atuam juntos.
Mentalidade sem sistema pode produzir boas intenções com baixa continuidade. Sistema sem liderança pode gerar padrões com pouco significado. Indicadores sem análise podem ampliar informação e preservar dúvidas. Gestão sem cultura pode alcançar melhorias que perdem força com o tempo. Cultura sem evidências pode repetir comportamentos cuja contribuição permanece pouco compreendida.
A integração conecta essas dimensões:
Mentalidade pensa → Liderança inspira → Sistema estrutura → Desempenho evidencia → Gestão integra → Cultura perpetua
Essa sequência representa o código da Identidade da Excelência. Cada pilar possui uma função própria e influencia os demais.
A Mentalidade ajuda a escolher o valor. A Liderança transforma essa escolha em compromisso. O Sistema cria o caminho. O Desempenho mostra o que acontece. A Gestão decide como evoluir. A Cultura faz permanecer aquilo que produz valor.
O artigo Por que a Gestão da Excelência se faz necessária? mostrou que a complexidade das organizações exige integração entre evidências, pessoas, processos, recursos e decisões. O DNA é justamente aquilo que permite realizar essa integração com coerência.
O DNA percorre toda a cadeia de valor
A cadeia de valor revela como diferentes atividades, áreas e decisões contribuem para um benefício percebido pelas pessoas.
Em cada etapa, o DNA organizacional se manifesta:
- a Mentalidade pergunta qual valor precisa ser gerado;
- a Liderança comunica o significado da contribuição;
- o Sistema organiza processos e interfaces;
- o Desempenho acompanha entregas, resultados e impactos;
- a Gestão ajusta prioridades e integra recursos;
- a Cultura sustenta a responsabilidade pelo resultado completo.
Na saúde, essa manifestação pode ser observada da necessidade à continuidade do cuidado. Acesso, acolhimento, avaliação, diagnóstico, tratamento, alta e acompanhamento dependem de muitas áreas. Cada interface pode acrescentar, preservar ou reduzir valor.
Uma organização com Gestão da Excelência cuida das conexões com a mesma atenção dedicada às atividades técnicas. Entende que o exame precisa ser confiável e útil para a decisão. Que a informação precisa ser correta e compreendida. Que a alta precisa ser realizada e preparar a continuidade. Que o indicador precisa ser acompanhado e provocar aprendizado.
O DNA aparece quando cada parte compreende o todo e assume responsabilidade pelo valor que chegará ao final da jornada.
Como reconhecer esse DNA na prática?
O DNA da Gestão da Excelência pode ser identificado por sinais observáveis.
| Gene incorporado | Evidência no cotidiano | Valor gerado |
| Consciência do valor | Decisões começam pelas necessidades e pelos impactos esperados | Relevância e direção |
| Liderança coerente | Comunicação, escolhas e exemplos convergem | Confiança e compromisso |
| Sistema integrado | Processos, riscos, padrões e interfaces estão conectados | Confiabilidade e continuidade |
| Evidências para decidir | Indicadores provocam análise, escolhas e planos | Conhecimento e efetividade |
| Gestão que aprende | Resultados geram ajustes e melhorias incorporadas | Evolução e sustentabilidade |
| Cultura que sustenta | Comportamentos capazes de gerar valor são reconhecidos e repetidos | Identidade e legado |
Outros sinais aparecem nas conversas e nas rotinas.
As pessoas conseguem explicar como seu trabalho contribui para o cliente. As áreas compartilham responsabilidades nas interfaces, os resultados são analisados com contexto, os problemas geram investigação, as melhorias recebem acompanhamento e as decisões consideram impactos humanos, operacionais, financeiros e sociais.
O DNA também se revela na capacidade de preservar valor durante mudanças. Novas lideranças, tecnologias, regulamentações, crises e estratégias testam a maturidade organizacional. Quando princípios, conhecimentos e comportamentos estão incorporados, a organização consegue adaptar práticas e preservar sua essência.
Qual é o GAP entre o DNA desejado e o DNA vivido?
Toda organização possui uma essência desejada e uma realidade vivida. A distância entre elas constitui um GAP.
Esse GAP pode aparecer entre o valor declarado e o valor percebido; entre a liderança esperada e a liderança exercida; entre o processo desenhado e o processo praticado; entre o indicador acompanhado e a decisão tomada; entre a melhoria implantada e o comportamento sustentado.
Identificar essa distância exige evidências e escuta. Documentos mostram critérios. Indicadores revelam resultados. Auditorias apresentam conformidade e oportunidades. Clientes descrevem experiências. Profissionais explicam o trabalho real. Lideranças mostram prioridades por meio de decisões.
A pergunta central é:
O que desejamos que faça parte da nossa identidade e quais evidências mostram que isso já está incorporado?
A resposta ajuda a transformar uma aspiração ampla em prioridades de desenvolvimento.
O GAP oferece um diagnóstico. O RNA da Excelência organiza a rota de transformação. O DNA orienta a essência que precisa ser preservada e desenvolvida. A Identidade mostra como essa essência passa a se manifestar com coerência.
Como desenvolver o DNA da Gestão da Excelência?
O desenvolvimento começa por uma escolha consciente do valor desejado. Em seguida, a organização precisa compreender sua realidade, reconhecer capacidades, identificar lacunas e organizar uma jornada.
Um caminho possível reúne oito movimentos:
1. Definir o valor desejado
Compreender para quem a organização existe, quais necessidades pretende atender e que transformação deseja produzir.
2. Tornar a realidade visível
Reunir dados, indicadores, experiências, riscos, auditorias, percepções e resultados que permitam compreender o estágio atual.
3. Identificar o DNA presente
Reconhecer valores, conhecimentos, comportamentos, experiências e princípios que já fortalecem a organização.
4. Diagnosticar o GAP prioritário
Comparar o valor desejado com o valor percebido e identificar a capacidade cuja evolução produzirá maior impacto.
5. Mobilizar a liderança
Traduzir a prioridade em missão, comunicação, exemplo, alinhamento e compromisso coletivo.
6. Estruturar o sistema
Integrar processos, padrões, riscos, responsabilidades, recursos, competências e indicadores.
7. Evidenciar e aprender
Monitorar resultados, analisar causas, verificar impactos, ajustar escolhas e incorporar melhorias.
8. Sustentar pela cultura
Reconhecer comportamentos, compartilhar aprendizados e repetir práticas que transformam qualidade em valor.
O movimento completo pode ser sintetizado assim:
Compreender → Escolher → Integrar → Executar → Evidenciar → Aprender → Incorporar → Sustentar
Desenvolver o DNA representa desenvolver capacidades até que elas passem a fazer parte da organização.
Por que esse DNA gera vantagem competitiva?
Ferramentas podem ser adquiridas. Tecnologias podem ser implementadas. Processos podem ser estudados. Práticas podem ser comparadas por benchmarking.
A vantagem mais consistente surge da maneira singular como cada organização integra esses elementos à sua história, às suas pessoas, aos seus conhecimentos, às suas relações e ao valor que escolheu gerar.
Esse conjunto cria uma capacidade difícil de reproduzir integralmente. Outra organização pode adotar a mesma tecnologia e alcançar uma experiência diferente. Pode desenhar um processo semelhante e obter outro resultado. Pode acompanhar os mesmos indicadores e tomar decisões distintas.
O diferencial está na integração entre essência, capacidade e execução.
Organizações com Gestão da Excelência convertem aprendizado em sistema, sistema em comportamento, comportamento em cultura e cultura em confiança. Essa trajetória amplia consistência, reputação, adaptação e sustentabilidade.
A vantagem competitiva deixa de depender apenas do que a organização possui e passa a refletir aquilo que ela se tornou capaz de realizar.
O papel da Acreditare Gestores
A Acreditare Gestores ajuda organizações a compreenderem seu DNA, identificarem GAPs, estruturarem o RNA da transformação e desenvolverem a Identidade da Excelência.
Esse trabalho integra estratégia, liderança, processos, sistemas de gestão, indicadores, riscos, auditorias, análise crítica, planos de melhoria e cultura. Cada organização possui uma história, uma maturidade, uma população, recursos e desafios próprios. Por isso, a jornada precisa reconhecer a essência existente e desenvolver as capacidades necessárias para o próximo estágio.
O diagnóstico revela onde a qualidade já está incorporada e onde o valor ainda pode ser ampliado. A mentoria desenvolve consciência e liderança. A consultoria estrutura sistemas, processos e mecanismos de gestão. O acompanhamento transforma planos em evidências, aprendizados e sustentabilidade.
O método oferece direção. O DNA preserva a singularidade. A Identidade da Excelência integra a transformação.
O DNA revela quem a organização se tornou
O DNA das organizações com Gestão da Excelência aparece na forma como elas escolhem, lideram, estruturam, medem, decidem, aprendem e sustentam valor.
Ele começa pela consciência do benefício que desejam gerar. Encontra força na liderança coerente. Ganha continuidade por meio do sistema. Torna-se visível pelo desempenho. Evolui pela gestão. Permanece pela cultura.
O reconhecimento pode chegar por um ranking, uma premiação, uma acreditação, uma certificação, uma recomendação ou pela confiança construída ao longo dos anos. Em todas essas formas, ele revela algo que as pessoas passaram a perceber.
A essência foi incorporada. A capacidade foi demonstrada. O valor foi percebido. A identidade tornou-se reconhecível.
Por isso, a pergunta sobre o DNA conduz a outra reflexão:
O que nossa organização precisa incorporar hoje para se tornar capaz de gerar o valor que deseja sustentar amanhã?
A resposta começa na consciência e amadurece pela prática.
Porque, no final:
Excelência é a capacidade de transformar qualidade em valor.
E a Gestão da Excelência transforma essa capacidade em parte da identidade da organização.
Ronaldo José Damaceno | CEO Acreditare Gestores | Gestor, Consultor e Mentor Executivo em Produção e Qualidade | Escritor dos livros: A Qualidade Fazendo Parte de Você! Acredite, Você Pode Ter Alta Performance! O Amor Pela Excelência
Excelência vai além de processos. Ela nasce na forma como você pensa, age e entrega. Quando essa prática é vivida com consistência e propósito, a qualidade e alta performance deixa de ser esforço e passa a fazer parte da sua identidade. É nesse momento que ela se revela, como expressão de quem você se tornou. Porque, no final, excelência é você.
Perguntas frequentes
1. O que é o DNA organizacional?
É a combinação de valores, conhecimentos, comportamentos, experiências e princípios incorporados que orientam como a organização pensa, escolhe, decide, trabalha e gera valor.
2. Qual é o DNA das organizações com Gestão da Excelência?
É formado pela consciência do valor, liderança coerente, sistema integrado, decisões baseadas em evidências, aprendizado contínuo e cultura capaz de sustentar comportamentos que geram valor.
3. Qual é a relação entre DNA e Identidade da Excelência?
O DNA representa a essência incorporada. A Identidade da Excelência organiza sua expressão por meio da Mentalidade, Liderança, Sistema, Desempenho, Gestão e Cultura.
4. Como identificar o DNA de uma organização?
Ele pode ser identificado pela análise de valores praticados, decisões, comportamentos recorrentes, processos, indicadores, experiências dos clientes, aprendizados e resultados sustentados.
5. Como desenvolver a Gestão da Excelência?
O desenvolvimento envolve definir o valor desejado, compreender a realidade, diagnosticar GAPs, mobilizar a liderança, estruturar sistemas, acompanhar evidências, incorporar aprendizados e sustentar comportamentos pela cultura.
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